ENFERMEIRO CANIBAL NA HUNGRIA
- Lucas Felix
- 25 de jun.
- 2 min de leitura

Um homem foi preso em Budapeste, capital da Hungria, após denúncias anônimas levarem a polícia até sua residência. A prisão ocorreu no dia 17/06. O técnico de enfermagem de 30 anos não teve sua identidade revelada, mas está preso preventivamente e esta sendo investigado por uso ilegal de restos humanos e vilipendio de cadáver.
A denúncia anônima relatou comportamento estranho do técnico. Isto iniciou uma investigação que levou a polícia a uma descoberta chocante em sua casa. O homem tinha em sua posse crânios humanos, uma mão, ossos guardados em uma mala e uma perna. Também foi descoberto um rosto humano reconstituído com pele. Em conjunto com estes restos, foi encontrado um coração preservado em pote de conserva. A perícia ainda não determinou se o coração era humano ou não.
O conjunto de restos mortais tanto humanos como de animais era tido pelo suspeito como uma coleção particular. Segundo averiguação, o técnico trabalhava em um hospital com transporte de pacientes. A polícia apreendeu seus dispositivos eletrônicos como celulares, tablets e computador para maiores análises.

Canibal e ladrão de túmulos
Após ser detido pela polícia, o investigado confessou o crime e admitiu que chegou a cozinhar restos mortais para os consumir. Também afirmou aos investigadores que tinha fascínio pela anatomia humana, interesse este que confirmava abertamente para pessoas de seu círculo de convívio familiar e amigos.
As informações levantadas pelos agentes do Gabinete Nacional de Investigação, apurou que parte dos restos mortais vinham do hospital em que o enfermeiro trabalhava e outra parte provinha de cemitérios abandonados na Hungria e Eslováquia, os quais o investigado teria invadido e profanado os túmulos para conseguir mais partes de corpos para sua macabra coleção.
Este caso reacende antigos debates que circundam a figura de infames canibais e pessoas com interesse anormal por corpos mortos. Assassinos em série como Ed Gein e Jeffrey Dahmer apresentaram comportamentos similares ao do homem preso na Hungria. Ambos colecionavam partes de corpos humanos e os mantinham preservados em suas casas, inclusive utilizavam como alimentos.
Há também o caso do século XIX, do sargento francês François Bertrand, que foi preso em 1849 após assaltar cemitérios e profanar túmulos para manter relações sexuais com cadáveres. O caso de François, em especial, é relembrado como estudo de caso da psiquiatria, pois o sargento começou com uma fascinação por corpos e depois progrediu para a necrofilia.
Comportamentos desviantes como o do enfermeiro canibal merecem atenção para a possível evolução de sua “paixão”. É necessário observar se este estranho habito não evoluirá para uma parafilia ou pior, um comportamento que ponha em risco a vida de outras pessoas. Monstros selvagens nem sempre começam alarmando a sociedade, mas com um pequeno comportamento que desencadeia algo muito mais sombrio.





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